Ahh! As mulheres!!!

Quantas anedotas e textos fazem críticas e brincadeiras a respeito da capacidade de compreensão e do modo de pensar das mulheres.  Teria isso um fundo de verdade? Pode ser. A própria mulher passou e passa por muitas influências para se auto entender. Martha Peace menciona em seu livro “Mulheres em Apuros” a grande influência que Betty Friedan exerceu em seu livro “A Mística Feminina”.  O movimento feminista na América começou há mais de um século, fundamentalmente envolvendo direitos a voto e direitos iguais de domínio de posse para esposo e esposa, mas foi por volta de 1960 que o feminismo invadiu a cultura, revolucionando o direito da mulher.

Friedan escreve na época da guerra do Vietnan, da revolução sexual e do movimento feminista moderno. Ela foca o direito da mulher amadurecer até uma “identidade humana plena”. Muitos homens e muitas mulheres leram seu livro e foram impactados por seus pensamentos. Sua visão de que as mulheres eram reprimidas e de que suas vantagens sempre foram renegadas, de que cuidar da casa, dos pais e dos filhos nunca as levariam ao que elas realmente poderiam ser, sobre a busca de seu significado, de sua identidade e de sua auto realização, alegraram os ouvidos femininos.

Creio que até hoje isso pode soar de forma bastante agradável aos ouvidos de mulheres, até mesmo de mulheres cristãs! A evolução desse movimento ainda não cessou.  “Dizem que a mulher é o sexo frágil, mas que mentira absurda…”.  Que pena! Realmente a mulher deixou de ser frágil, de ser cuidada e amada para ser forte, competitiva e suficiente “a qualquer preço”. Nada de errado em ser forte como nosso Deus, competitiva e excelente no que faz como quem faz para Ele. Nem suficiente e humilde para reconhecer o quanto necessitamos dele.  Afinal, fomos feitas à imagem e à semelhança do próprio Deus! O cerne da questão não é “se” fomos influenciadas a fugir desse padrão, mas o “quanto” fomos alegradas por essa evolução e o quanto substituímos nossos valores cristãos. Nossa identidade é a identidade do nosso Criador, nosso significado é a glória do nosso Senhor, e nossa realização é cumprir a vontade do nosso Rei. Essa deve ser a verdadeira forma de pensar da Mulher Cristã!  “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Gên.1:27.  “Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor”. Ef.5:17.

Mari Inês A. Alaite.